quarta-feira, 2 de setembro de 2009

DE TODO CORAÇÃO in Z Carniceria




"- Ah! Senhor, dai-me a força e insuflai-me a coragem de olhar meu coração e meu corpo sem nojo."
(última frase de Baudelaire no poema Viagem a Cítera)





Miguel Anselmo nos dá seus corações em corpo, em carne
Corações em imagens compostas
Imagem matéria
Imagem cor
Imagem objeto
Podemos vê-los sem nojo?
Expondo assim seu, nosso, cada coração
Como objeto a ser preparado e servido
Dividido em pedaços a serem devorados
Antropofagia ou gula
Ou apenas a instigar o insaciável em cada olhar.

de 26 de agosto a 15 de setembro
na Z Carniceria
Rua Augusta 934
Veja mais trabalhos do Miguel Anselmo!

Quilombolas - Tradições e Cultura da Resistência

Exposição que traz registros produzidos pelo fotógrafo documentarista André Cypriano, composta por 33 fotografias em preto-e-branco, dois mapas, textos e legendas, montadas em painéis.

As imagens são resultado de pesquisa em 11 comunidades de origem quilombola do Brasil, todas em preto-e-branco digitalizadas. Vale lembrar que o Brasil possui aproximadamente duas mil comunidades quilombolas, sendo 35 aqui no estado de São Paulo, a maioria no Vale do Ribeira.

A exposição procura apresentar questões sócio-culturais das comunidades, mostrando sua realidade, além de promover o diálogo sobre os afrodescendentes pelas cidades por onde passa. A situação dessas comunidades hoje bem como sua relação com o passado é o mote da exposição, sendo que a maioria das comunidades ainda luta pelo direito de propriedade de suas terras, conforme instituído na Constituição de 1988.

A exposição já passou por várias capitais brasileiras e da América Latina desde 2007 e será levada a mais 13 cidades só no estado São Paulo.

Ela ficará em Osasco de 29 de agosto a 02 de outubro no Centro Municipal de Formação Continuada dos Profissionais de Educação de Osasco. Acompanhando a exposição, aos sábados, as Secretarias de Cultura e de Educação e a Coordenadoria de Gênero e Raça apresentarão uma série de atividades gratuitas relacionadas ao tema, com grupos de Capoeira, Jongo e Maracatu.

Este Projeto, em Osasco, conta com o patrocínio da ArcelorMittal Brasil e Belgo Bekaert Arames, com recursos do PROAC - Programa de Ação Cultural - Secretaria de Estado da Cultura e Secretária de Educação.


A exposição é baseada em livro homônimo publicado em 2006 sobre comunidades remanescentes dos quilombos.

Visitação:

29 de agosto a 03 de outubro de 2009

9h às 17h de segunda a sexta-feira

Aos sábados no período das atividades paralelas


(fonte: Literatura Cotidiana do meu amigo Marco Bogado.)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

E no quinto dia ele descansou...

E dando os trâmites por findos
Porque [ontem foi sábado]
Há a perspectiva do domingo
Porque [ontem foi sábado]
(brincando com Vinícius)
então
Hoje é domingo
pede cachimbo
cachimbo é de barro
bate no jarro
o jarro é de ouro
bate no touro
o touro é valente
bate na gente
a gente é fraco
cai no buraco
o buraco é fundo
acabou-se o mundo
.

domingo, 19 de julho de 2009

Dia, o Quarto

Mas não fiquei o dia todo no quarto não, fiquei mais foi na cozinha! Começei com uma mousse de chocolate, no almoço foi estrogonofe de frango e panquecas no jantar. Dei início à leitura da biografia de Renato Russo escrita pelo jornalista Carlos Macedo. Logo de cara gostei muito! Carlos Macedo faz toda uma apresentação do contexto histórico e político no Brasil desde Juscelino, com a construção de Brasília. Um excelente livro para ser usado nas aulas de História. Mas o melhor do dia foi assistir ao filme "The Legend of 1900". Como já narrei, ontem fiz a leitura do livro "Novecentos" de Alessandro Baricco. Hoje tive o prazer de ver este livro em forma de filme com a direção de Giuseppe Tornatore e a trilha sonora de Enio Morricone. Depois desta ficha técnica você acha que eu preciso escrever algo mais?

sábado, 18 de julho de 2009

Dia Terceiro

Suspiro... Dia de arrumação e viagem... Coloquei uma cortina, pendurei um mensageiro de vento que ganhei da Márcia, coloquei roupas de cama para lavar, estendi cobertores e travesseiros no sol, comprei uma arara para pendurar minhas roupas que estavam em caixas de papelão, enfim, deixei a casa pronta para minha viagem. Como terminei de ler "Quando Nietzsche chorou", estava ansioso para começar a ler "Novecentos". A viagem começa e o trânsito de São Paulo permite que eu leia e chore "Novecentos" antes de chegarmos em Jundiaí. É um livro pequeno, como todos os que eu já li de Alessandro Baricco: "Seda" e "Sem Sangue". Todos impactantes, todos de uma beleza difícil de adjetivar, todos com imagens encantadoras!! Um autor que TODOS precisam ler para se sentir mais humano, naquilo que o humano tem de mais belo!!

Fechado o livro, começa o espetáculo no poente: é o Sol se despedindo deste dia. Adoro viajar em horários em que o Sol está se apresentando no palco do horizonte. No ônibus este espetáculo varia a cada quilômetro e você só precisa se deixar levar pela paisagem que se descortina, divertindo-se com o balé de luzes e cores. Tanto faz o nascer do sol, ou o por do sol... adoro ambos. Posso vê-los diariamente e nunca me sento cansado. A exuberância ao nascer, a placidez ao se despedir. Assim devoro a Vida. Apesar de gostar de ver estes espetáculos dentro de um ônibus, o mais lindo nascer de sol que eu tive a oportunidade de vivenciar foi no alto de uma montanha; o Pico das Bandeiras. Caminhar a noite toda para chegar ao pico com a noite ainda presente. Chega-se ao pico, troca-se de camiseta para o delicioso conforto de uma camiseta limpa, que se aqueceu com o calor de seu próprio corpo dentro da mochila durante o trajeto... pequenos prazeres que fazem uma diferença inesquecível! Depois é se sentar quietinho e deixar a natureza brilhar. Enfim, Araras! Mãe, Irmã, Cunhado, Mathilde, a casa, o quintal, o quarto, a cozinha, a sala... tudo pulsando em mim!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Dia 2

Hoje o dia foi menos cansativo. Almoço com Regina, jantar com Márcia, cortar o cabelo com o Júnior, tomar um cafezinho com pão de tapioca e pão de café com recheio de chocolate no SESC Paulista (a foto do dia).
E: Vik Muniz!
Mais uma vez, sem fotos permitidas...
Foi interessante acompanhar como as obras se desenvolveram durante a carreira deste artista que atingiu o sucesso. Uma simples escavadeira riscando um osso no início, até chegar a toda uma equipe de agrimensores, tratores e caminhões para imagens muito mais elaboradas... indo até o vídeo onde se faz um zoom partindo do espaço e chega-se a imensos dados traçados na terra, talvez em alusão a Sartre!
As linhas, as nuvens, os diferentes materiais de composição em cada momento de seu trabalho, muitas vezes envolvendo várias pessoas na realização da obra e as diferentes formas de apresentação/reflexão do resultado.
Imperdível, apesar do padrão de mau humor e grosseria dos funcionários do MASP, mas isto é uma questão para os chamados Amigos do MASP...
Até amanhã, em Araras!!!